Barquinha

05/09/2010Página Inicial arrow A Irmã de Caridade

Irmã de Caridade  


Francisca Campos do Nascimento nasceu no sul do Amazonas, na Vila Antimari, conhecida como Vila Floriano Peixoto, no dia 07 de junho de 1934. Filha de Manoel Pereira Campos e Raimunda Luiza Campos ficou órfã de pai e mãe ainda cedo, sendo criada pelos padrinhos de batismo, Manoel Ricardo Moreira e Maria das Neves Moreira, a partir dos 3 anos de idade. Isto, após a morte dos pais biológicos que nem sequer chegou a conhecê-los.

Teve uma infância humilde, ou como ela mesma diz: “não tive infância, quase não brincava como as crianças de hoje, me dedicava mais aos afazeres da casa”.                          

Não estudou muito, cursou até o terceiro ano do primário grau escolar, na época em que trabalhava na casa de uma família, lavando e passando roupas, muitas vezes até altas horas de noite. Foi em pleno seringal que ela recebeu o batismo e fez a primeira comunhão. Posteriormente, em uma curta temporada em Xapurí (AC), pouco mais de um mês, quase veio a se internar no colégio das irmãs, só não o fazendo porque seu padrinho não permitiu.

A sua adolescência foi muito simples, não costumava sair de casa para festas, cinemas e outros tipos de diversão, pois, geralmente, só saía com a sua Madrinha. Aos 17 anos de idade, Francisca Campos conheceu, na casa em que trabalhava, Francisco Gabriel do Nascimento, aquele que seria seu fiel esposo e companheiro, em uma oportunidade que ele foi fazer um trabalho de carpintaria.

Foi ali que começaram a namorar e, dois anos mais tarde casaram-se, em 11 de abril de 1953, cujas bodas de ouro comemoramos no ano de 2003. Como frutos desta sólida união, tiveram dez filhos, quatro homens (Antonio, Alcimar, Daniel e João Batista) e seis mulheres (Antonieta, Águida, Chagas, Benedita, Aucilene e Aurineide).

Em maio de 1957, estando seriamente doente há sete meses, com o corpo coberto de chagas, tumores da cabeça aos pés e já desacreditada pelos médicos, que diziam ser equizema, não havia remédio específico para curá-la definitivamente, ou mesmo amenizar o seu sofrimento, uma vez que não conseguia sequer dormir.

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